Sempre me interessei pela adolescência. Uma fase de grandes descobertas, mudanças e conflitos.
Afinal, o que é ser adolescente?
Corpo mudado, voz diferente, um lado infantil aguçado, porém todas dificuldades da vida nova que invadiu a infância. Transição seria uma palavra bem adequada para essa fase. Os conflitos são advindos de todos os lados. Relação com os pais, a escolha da vida profissional, dinheiro, diversão, gosto musical, religião, sexualidade, vestibular, moda e a imensa vontade de se independer são coisas inerentes à esta fase. Um turbilhão de hormônios agindo em seu corpo, a busca intensa pela sua nova identidade traz por vezes um grande desgaste.
Nisso tudo, surgem mecanismos de adaptação do seu novo mundo. Muito normal também são as tribos, como: funkeiros, roqueiros, skatistas, as patricinhas, os tatuados, os pegadores, os religiosos e tantas outras mais. Tudo isso faz parte das características dos adolescentes. Porém, nos dias atuais, vemos que adolescência tem se estendido. Muitos ainda não conseguiram sair dessa fase.
Estima-se que a adolescência se inicie aos 12 anos e vá até os 21. Porém vemos que essa idade tem aumentado cada vez mais. Pessoas acima dos 21 anos ainda se comportam como adolescentes. Mergulhados em fantasias, buscam a fuga da realidade, demoram a sair da casa dos pais. Apesar de muitos terem uma vida financeira independente, emocionalmente estão presos.
Afinal, o que é ser adolescente?
Corpo mudado, voz diferente, um lado infantil aguçado, porém todas dificuldades da vida nova que invadiu a infância. Transição seria uma palavra bem adequada para essa fase. Os conflitos são advindos de todos os lados. Relação com os pais, a escolha da vida profissional, dinheiro, diversão, gosto musical, religião, sexualidade, vestibular, moda e a imensa vontade de se independer são coisas inerentes à esta fase. Um turbilhão de hormônios agindo em seu corpo, a busca intensa pela sua nova identidade traz por vezes um grande desgaste.
Nisso tudo, surgem mecanismos de adaptação do seu novo mundo. Muito normal também são as tribos, como: funkeiros, roqueiros, skatistas, as patricinhas, os tatuados, os pegadores, os religiosos e tantas outras mais. Tudo isso faz parte das características dos adolescentes. Porém, nos dias atuais, vemos que adolescência tem se estendido. Muitos ainda não conseguiram sair dessa fase.
Estima-se que a adolescência se inicie aos 12 anos e vá até os 21. Porém vemos que essa idade tem aumentado cada vez mais. Pessoas acima dos 21 anos ainda se comportam como adolescentes. Mergulhados em fantasias, buscam a fuga da realidade, demoram a sair da casa dos pais. Apesar de muitos terem uma vida financeira independente, emocionalmente estão presos.
Mas o que seria a adolescência tardia?
A sociedade contemporânea é marcada pela incerteza, transitoriedade e abertura
para o novo. As condições e atributos tradicionais para a entrada na vida adulta
mudaram. É evidente um retardamento da entrada na fase adulta e a permanência na
“melhor fase da vida”, um prologamento da adolescência. Mas o que é adolescência
Prolongada? Levisky (1998) considera adolescente prolongado:
[...] o indivíduo cronologicamente adulto, mas cujo processo adolescente se estende no tempo, mantendo-o num estado de dependência afetiva e econômica [...] Não quer perder seus privilégios infantis e encontra respaldo na família, que se incumbirá de protegê-lo, prolongando o estado de imaturidade”
[...] o indivíduo cronologicamente adulto, mas cujo processo adolescente se estende no tempo, mantendo-o num estado de dependência afetiva e econômica [...] Não quer perder seus privilégios infantis e encontra respaldo na família, que se incumbirá de protegê-lo, prolongando o estado de imaturidade”
Um em quatro jovens adultos brasileiros entre 25 e 34 anos ainda vive com os pais. O crescimento desta tendência nas últimas duas décadas não chega a ser novidade, pois o fenômeno é mundial. O que surpreende é o salto entre os homens, que praticamente dobrou no período - de 13,7%, em 1986, para 24,2% em 2008, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). KARINA TOLEDO - Agência Estado
Zagury (2004) considera que a adolescência está mudando muito nos dias de hoje.
O que se observa é uma adolescência prolongada até os 28/30 anos, quando muitos
jovens ainda estão em convívio com os pais, tendo tudo pronto a seus pés, sem
muito esforço.
O planejamento para o casamento, antes tão esperado pelos pais, é substituído pelo não-casar, que se transformou num “ficar sem compromisso”, na esperança de um relacionamento mais feliz, talvez mais feliz do que o que eles estão percebendo com seus pais. Há uma incessante busca pela felicidade, e qualquer relacionamento que ameasse essa busca, mesmo que temporariamente, deve ser substituído por outro. A grande perspectiva que realmente sobrou para o ritual da adolescência é o enfrentamento do vestibular, pela preparação profissional já que os outros estão se perdendo ou sendo modificados.
O planejamento para o casamento, antes tão esperado pelos pais, é substituído pelo não-casar, que se transformou num “ficar sem compromisso”, na esperança de um relacionamento mais feliz, talvez mais feliz do que o que eles estão percebendo com seus pais. Há uma incessante busca pela felicidade, e qualquer relacionamento que ameasse essa busca, mesmo que temporariamente, deve ser substituído por outro. A grande perspectiva que realmente sobrou para o ritual da adolescência é o enfrentamento do vestibular, pela preparação profissional já que os outros estão se perdendo ou sendo modificados.
O cotidiano, o trabalho, as expectativas dos pais as vezes são grandes vilões para esses "adolescentes". Nisso tudo, o escape é a diversão, sites de relacionamos,músicas alta, compras dentre outras fugas. O quarto é o seu mundo particular.
A vida adulta, crescer, amadurecer são fatores que trazem medo, motivo pelo qual muitos se recusam sair dessa fase.
Claro que cabe aqui mencionar que esses adolescentes não se dão conta da incoerência da idade cronológica com a idade emocional.
O desafio então é romper, encarar e mudar os pensamentos sobre a vida adulta. Em quanto isso, vivem em seu mundo, felizes e fugindo.
Por: Graziela Paoni - Psicóloga - CRP 05\41325
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