Graziela Paoni

Psicóloga - CRP 05/41326 Rua Marechal Deodoro, 79, Sala 403 - Edifício Banespa - Centro, Petrópolis - R.J. Telefones: (24) 8812-2440 | (24) 8102-3636

sábado, 24 de agosto de 2013

Está triste e gordinho? Entenda o que acontece com você.


Uma guerra constante contra a balança, os obesos vivem no conflito com sua autoimagem, sua autoestima e a satisfação pessoal. Dietas de todos os tipos já foram experimentadas. Medida radical, como o uso de fármacos para o emagrecimento é uma opção escolhida pelo os gordinhos.

De acordo com o trabalho divulgado pela OMS (Organização Mundial da Saúde), a obesidade é uma condição complexa, com repercussões nas dimensões social e psicológica, que afeta todas as faixas etárias e classes sociais. Dados recentes revelam um aumento significativo, 300 milhões de obesos e um bilhão de pessoas com sobrepeso. Esse aumento exponencial é uma preocupação da OMS, pois a obesidade expõe a população a um maior risco de doenças crônicas, dentre elas diabetes, problemas cardiovasculares, hipertensão e certas formas de câncer.

Mas, porque é tão difícil emagrecer?  De onde vem tanta fome?

No dia a dia, pessoas com excesso de peso esbarram-se na cobrança de emagrecer. Por vezes, a autoimagem distorcida, a falta de libido, sentimentos depressivos, depreciação, desânimo, ansiedade e angústia podem levar a mudanças no modo como cada um lida com as exigências da vida. É comum encontrar referências de pessoas que relatam ter engordado durante as provas do vestibular, após separação amorosa, morte de algum familiar ou perda de emprego.

A fome, quando não é fisiológica , pode ser   uma fuga dos problemas, tentativa de preenchimento do vazio interior, de aliviar uma ansiedade, uma tristeza e até mesmo o sentimento de solidão.

A ansiedade é a grande vilã em pessoas obesas, ela anda junto no ato da alimentação. A carência também ajuda na questão da obesidade, muitas vezes pessoas tentam minimizar suas carências comendo doces.

Há também aqueles que estão constantemente em regime, chegam a emagrecer, mas rapidamente recuperam o peso perdido. Esta oscilação de peso leva a um sentimento de fracasso, impotência, inferioridade e, diante deste quadro, alguns ficam desorientados, sem saber o que fazer. Então, muitos adotam uma postura passiva, esperando serem “emagrecidos” por uma cirurgia, por alguma medicação ou por milagre. Mas o que realmente é importante, é avaliar porque uma pessoa sem problemas de saúde está obeso.

Seriam causas emocionais? Traumas, medos, compulsão ou uma impulsão?
O tratamento para obesidade requer profissionais como: nutricionista, endocrinologista  e psicólogo.  Com uma equipe multidisciplinar, terá um bom resultado. Dieta balanceada, atividades físicas é imprescindível nesse processo.  Mas envolto disso tudo, não se pode esquecer as causas emocionais. Por isso que para os obesos, também indicamos a psicoterapia.

por Graziela Nascimento Paoni

domingo, 18 de agosto de 2013

Que tipo de perfeccionista você é?

O perfeccionismo inclui elementos úteis, mas também destrutivos. As pessoas que lidam de forma saudável com essa característica tendem a obter bons resultados naquilo que se propõem fazer, gostam desse esforço e se permitem comemorar suas conquistas. Por outro lado, perfeccionistas insatisfeitos costumam ser assombrados pelo medo do fracasso – em geral, mais fantasiado que concreto. Duvidam ser capazes de cumprir metas que estabeleceram para si e raramente se sentem satisfeitos com suas realizações. O teste é usado em trabalhos de pesquisa para avaliar a relação das pessoas com o próprio grau de autoexigência. É importante levar em consideração o "pode ser", porque o teste – e aqui vale o trocadilho – não é perfeito, trata-se de uma ferramenta informal, sem poder de diagnóstico. Pontue as declarações indicando o que é verdade para você, usando uma escala de 1 a 7, em que 1 é "discordo totalmente", 2 "discordo" , 3 "discordo ligeiramente", 4 "não concordo nem discordo" , 5 "concordo um pouco", 6 "concordo" e 7 "concordo plenamente".
1 - Tenho padrões altos em relação ao meu desempenho no trabalho ou escolha. ( )
2 - Muitas vezes me sinto frustrado por não conseguir cumprir meus objetivos. ( )
3- Se você não espera muito de si, nunca terá sucesso. ( )
4 - "Meu melhor" parece nunca ser bom o suficiente para mim. ( )
5 - Tenho grandes expectativas para mim. ( )
6 - Raramente aproveito o resultado dos meus padrões elevados ( )
7 - Fazer o “meu melhor” parece que nunca ser suficiente ( )
8 - Eu defino padrões muito altos para mim. ( )
9 - Nunca estou satisfeito com minhas realizações ( )
10 - Espero o melhor de mim. ( )
11 - Frequentemente não me preocupo em medir minhas expectativas. ( )
12 - Meu desempenho raramente reflete meus padrões. ( )
13 - Não fico satisfeita/satisfeito mesmo quando sei que fiz o melhor que podia. ( )
14 - Tenho que fazer o melhor em tudo que realizo. ( )
15 - Raramente sou capaz de dar conta dos meus próprios padrões elevados de desempenho. ( )
16 - Quase nunca estou satisfeita/satisfeito com o meu desempenho. ( )
17 - Quase nunca sinto que aquilo que faço seja bom o suficiente. ( )
18 - Tenho forte necessidade de buscar excelência. ( )
19 - Muitas vezes me sinto decepcionada/decepcionado após completar uma tarefa por saber que poderia ter feito melhor. ( )
Hora de Contar
Depois de atribuir um número a cada afirmação, some as respostas dos itens 1, 3, 5, 8, 10, 14 e 18. Este número representa os “padrões”, sua tendência a estabelecer metas ambiciosas. Some as respostas dos demais itens: 2, 4, 6, 7, 9, 11, 12, 13, 15, 16, 17 e 19. O resultado representa a “discrepância”, uma indicação de que suas impressões, precisas ou não, não estão medindo seus padrões.
Resultados
Se você marcou 42 pontos ou mais nos itens que medem padrões e menos de 42 pontos de discrepância, é um bom sinal. Você pode ser um perfeccionista saudável: tende a se concentrar em seus objetivos de maneira tranquila e aproveita a busca pela excelência, sabendo que não vai alcançá-la o tempo todo. Se teve 42 pontos ou mais nos itens que medem padrões e 42 pontos ou mais em discrepância, isso pode indicar que o perfeccionismo, às vezes, trabalha contra você. Se você marcou menos de 42 pontos nos itens que medem padrões, certamente contabilizou menos de 42 discrepâncias também- e, provavelmente, você é um não perfeccionista. Se você está satisfeito com isso, tudo bem, mas, se você gostaria de dar um pouco mais de si, então um caminho pode se definir objetivos mais específicos, começando por uma área especifica de sua vida. Elevar seus padrões pode ser motivador, desde que não aumente também a autocrítica.
(*) Adaptação da Escala (quase) Perfeita, criada pelos psicólogos Robert Slaney, da Universidade da Pensilvânia, kenneth Rice, da Universiadade da Flórida, Michael Mobley, da Universidade Rutgers, e Jeffrey Ashby, de Universidade da Geórgia, em colaboração com Joseph Trippi e o consultor sênior da SHL lnc. Landy Jacobs, em State College, PA.
Bibliografia: Revista Mente Cérebro – maio 2013.
Transtorno Bipolar

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Sobre a psicoterapia.

Em pleno século XXI vemos que as pessoas ainda tem o tabu a respeito da terapia. Mas para que serve a terapia? A terapia é uma tratamento como outro qualquer, porém o que tratamos são as emoções, pensamentos, comportamentos, traumas  inconscientes, transtornos dentre outas coisas. Depressão e ansiedade é o mal do século. Pessoas vivem em uma constante agitação interior, uma angústia, nó na garganta, sintomas físicos como dor no peito, coração palpitante, sudorese, calafrios e etc. Somos importunados por sensações de desconfortos, desânimo, tristeza e sem perpesctiva de uma vida melhor. Mediante a tantos sintomas, buscamos na medicina uma doença. Dessa maneira, temos como justificar de uma forma aceitável pela sociedade que temos algum problema. Remédios geralmente são o escape. Para ansiedade e depressão a medida correta é sim ir ao um psiquiatra, porém só os remédios não resolverão o problema. Então nos esbarramos com a relação entre causas e sintomas. Os sintomas acima descritos tendem a diminuir com ansiolíticos e antidepressivos, porém a causa não é trabalhada. A terapia é fundamental nesse processo, visto que é através da terapia que nos conhecemos,entendemos o que se passa conosco.É a cura pela fala, através da fala liberamos todas angustias que por vezes nos acompanha. A terapia promove a interiozação, é o olhar para si, é o autoconhecimento. Em uma analogia, é como se a nossa vida fosse comparada a um quarto escuro, desarrumado onde   vivéssemos esbarrando na bagunça e a terapia acendesse a luz, trouxesse clareza e entendimento sobre as nossas mazelas interiores.

Quando fazer psicoterapia?


  • quando desejar fazer mudanças positivas em sua vida
  • dificuldades com relacionamentos
  • desempenho no trabalho, faculdade ou escola
  • sentir que sua vida está desequilibrada
  • querer fazer uma revisão de sua vida
  • querer recomeçar
  • desenvolvimento pessoal
  • problemas de comunicação
  • trauma por seqüestro, assalto, estupro
  • ansiedade
  • pânico
  • estresse
  • abuso físico, sexual ou emocional
  • depressão
  • sentir que perdeu o sentido na vida
  • perdas
  • luto
  • medo do futuro
  • transtornos alimentares
  • dificuldades sexuais
  • falta de confiança
  • querer fazer mudanças na carreira
  • ciúmes
  • problemas de intimidade
  • problemas conjugais
  • obsessões, manias e compulsões
  • transições de relacionamento
  • crise de transição de vida (p.e. crise de meia-idade)
  • sentir-se para baixo ou infeliz sem saber por quê
  • indecisão
  • falta do motivação
  • fobia
  • problemas do comportamento em adolescentes
  • não conseguir lidar com as circunstâncias
  • questões sobre orientação sexual
  • solidão
  • isolamento
  • sentir-se vazio
  • problemas de identidade e personalidade
  • questões de auto-estima e auto-conceito
Como é feito a psicoterapia?
O processo terapeutico precisa ser constante. A psicoterapia nada mais é que paciente e terapeuta no consultório tratando dos sintomas apresentados. As sessões precisam ser semanalmente, com duração de 50 minutos. A primeira sessão geralmente é feita uma anamnese, onde todos os dados do paciente serão levantados. Crianças e adoslescentes precisam ir na psicoterapia acompanhados pelos responsáveis, porém na sessão fica somente o psicoterapeuta e o paciente.
Cada profissional atua com um segmento no qual se especializou que pode ser: análise, TCC (terapia cognitivo comportamental), gestalt, análise transacional, psicoterapia breve, dentre outras teoria. O que importa é que a psicoterapia é o tratamento adequado para as mazelas emocionais.
Se você se encontra em alguma situação acima, não relute, procure um psicólogo.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Decifra-me ou Devoro-te - Síndrome do Pânico


Adolescência Tardia

Sempre me interessei pela adolescência. Uma fase de grandes descobertas, mudanças e conflitos. 

Afinal, o que é ser adolescente? 

Corpo mudado, voz diferente, um lado infantil aguçado, porém  todas  dificuldades da vida nova que invadiu a infância. Transição seria uma palavra bem adequada para essa fase. Os conflitos são advindos de todos os lados. Relação com os pais, a escolha da vida profissional, dinheiro, diversão, gosto musical, religião, sexualidade, vestibular, moda e a imensa vontade de se independer são coisas inerentes à esta fase. Um turbilhão de hormônios agindo em seu corpo, a busca intensa pela sua nova identidade traz por vezes um grande desgaste. 

Nisso tudo, surgem mecanismos de adaptação do seu novo mundo. Muito normal também são as tribos, como:  funkeiros, roqueiros, skatistas, as patricinhas, os tatuados, os pegadores, os religiosos e tantas outras mais. Tudo isso faz parte das características dos adolescentes. Porém, nos dias atuais, vemos que adolescência tem se estendido. Muitos ainda não conseguiram sair dessa fase. 

Estima-se que a adolescência se inicie aos 12 anos e vá até os 21. Porém vemos que essa idade tem aumentado cada vez mais. Pessoas acima dos 21 anos ainda se comportam como adolescentes. Mergulhados em fantasias, buscam a fuga da realidade, demoram a sair da casa dos pais. Apesar de muitos terem uma vida financeira independente, emocionalmente estão presos.

Mas o que seria a adolescência tardia?

A sociedade contemporânea é marcada pela incerteza, transitoriedade e abertura para o novo. As condições e atributos tradicionais para a entrada na vida adulta mudaram. É evidente um retardamento da entrada na fase adulta e a permanência na “melhor fase da vida”, um prologamento da adolescência. Mas o que é adolescência Prolongada? Levisky (1998) considera adolescente prolongado:

[...] o indivíduo cronologicamente adulto, mas cujo processo adolescente se estende no tempo, mantendo-o num estado de dependência afetiva e econômica [...] Não quer perder seus privilégios infantis e encontra respaldo na família, que se incumbirá de protegê-lo, prolongando o estado de imaturidade”

Um em quatro jovens adultos brasileiros entre 25 e 34 anos ainda vive com os pais. O crescimento desta tendência nas últimas duas décadas não chega a ser novidade, pois o fenômeno é mundial. O que surpreende é o salto entre os homens, que praticamente dobrou no período - de 13,7%, em 1986, para 24,2% em 2008, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). KARINA TOLEDO - Agência Estado

Zagury (2004) considera que a adolescência está mudando muito nos dias de hoje. O que se observa é uma adolescência prolongada até os 28/30 anos, quando muitos jovens ainda estão em convívio com os pais, tendo tudo pronto a seus pés, sem muito esforço. 

O planejamento para o casamento, antes tão esperado pelos pais, é substituído pelo não-casar, que se transformou num “ficar sem compromisso”, na esperança de um relacionamento mais feliz, talvez mais feliz do que o que eles estão percebendo com seus pais. Há uma incessante busca pela felicidade, e qualquer relacionamento que ameasse essa busca, mesmo que temporariamente, deve ser substituído por outro. A grande perspectiva que realmente sobrou para o ritual da adolescência é o enfrentamento do vestibular, pela preparação profissional já que os outros estão se perdendo ou sendo modificados.

O cotidiano, o trabalho, as expectativas dos pais as vezes são grandes vilões para esses "adolescentes". Nisso tudo, o escape é a diversão, sites de relacionamos,músicas alta, compras dentre outras fugas. O quarto é o seu mundo particular.

A vida adulta, crescer, amadurecer são fatores que trazem medo, motivo pelo qual muitos se recusam sair dessa fase.

Claro que cabe aqui mencionar que esses adolescentes não se dão conta da incoerência da idade cronológica com a idade emocional.

O desafio  então é romper, encarar e mudar os pensamentos sobre a vida adulta. Em quanto isso, vivem em seu mundo, felizes e fugindo.

Por: Graziela Paoni - Psicóloga - CRP 05\41325