O perfeccionismo inclui elementos úteis, mas também destrutivos. As
pessoas que lidam de forma saudável com essa característica tendem a
obter bons resultados naquilo que se propõem fazer, gostam desse esforço
e se permitem comemorar suas conquistas. Por outro lado,
perfeccionistas insatisfeitos costumam ser assombrados pelo medo do
fracasso – em geral, mais fantasiado que concreto. Duvidam ser capazes
de cumprir metas que estabeleceram para si e raramente se sentem
satisfeitos com suas realizações. O teste é usado em trabalhos de
pesquisa para avaliar a relação das pessoas com o próprio grau de
autoexigência. É importante levar em consideração o "pode ser", porque o
teste – e aqui vale o trocadilho – não é perfeito, trata-se de uma
ferramenta informal, sem poder de diagnóstico. Pontue as declarações
indicando o que é verdade para você, usando uma escala de 1 a 7, em que 1
é "discordo totalmente", 2 "discordo" , 3 "discordo ligeiramente", 4
"não concordo nem discordo" , 5 "concordo um pouco", 6 "concordo" e 7
"concordo plenamente".
1 - Tenho padrões altos em relação ao meu desempenho no trabalho ou escolha. ( )
2 - Muitas vezes me sinto frustrado por não conseguir cumprir meus objetivos. ( )
3- Se você não espera muito de si, nunca terá sucesso. ( )
4 - "Meu melhor" parece nunca ser bom o suficiente para mim. ( )
5 - Tenho grandes expectativas para mim. ( )
6 - Raramente aproveito o resultado dos meus padrões elevados ( )
7 - Fazer o “meu melhor” parece que nunca ser suficiente ( )
8 - Eu defino padrões muito altos para mim. ( )
9 - Nunca estou satisfeito com minhas realizações ( )
10 - Espero o melhor de mim. ( )
11 - Frequentemente não me preocupo em medir minhas expectativas. ( )
12 - Meu desempenho raramente reflete meus padrões. ( )
13 - Não fico satisfeita/satisfeito mesmo quando sei que fiz o melhor que podia. ( )
14 - Tenho que fazer o melhor em tudo que realizo. ( )
15 - Raramente sou capaz de dar conta dos meus próprios padrões elevados de desempenho. ( )
16 - Quase nunca estou satisfeita/satisfeito com o meu desempenho. ( )
17 - Quase nunca sinto que aquilo que faço seja bom o suficiente. ( )
18 - Tenho forte necessidade de buscar excelência. ( )
19 - Muitas vezes me sinto decepcionada/decepcionado após completar uma tarefa por saber que poderia ter feito melhor. ( )
Hora de Contar
Depois
de atribuir um número a cada afirmação, some as respostas dos itens 1,
3, 5, 8, 10, 14 e 18. Este número representa os “padrões”, sua tendência
a estabelecer metas ambiciosas. Some as respostas dos demais itens: 2,
4, 6, 7, 9, 11, 12, 13, 15, 16, 17 e 19. O resultado representa a
“discrepância”, uma indicação de que suas impressões, precisas ou não,
não estão medindo seus padrões.
Resultados
Se
você marcou 42 pontos ou mais nos itens que medem padrões e menos de 42
pontos de discrepância, é um bom sinal. Você pode ser um perfeccionista
saudável: tende a se concentrar em seus objetivos de maneira tranquila e
aproveita a busca pela excelência, sabendo que não vai alcançá-la o
tempo todo. Se teve 42 pontos ou mais nos itens que medem padrões e 42
pontos ou mais em discrepância, isso pode indicar que o perfeccionismo,
às vezes, trabalha contra você. Se você marcou menos de 42 pontos nos
itens que medem padrões, certamente contabilizou menos de 42
discrepâncias também- e, provavelmente, você é um não perfeccionista. Se
você está satisfeito com isso, tudo bem, mas, se você gostaria de dar
um pouco mais de si, então um caminho pode se definir objetivos mais
específicos, começando por uma área especifica de sua vida. Elevar seus
padrões pode ser motivador, desde que não aumente também a autocrítica.
(*)
Adaptação da Escala (quase) Perfeita, criada pelos psicólogos Robert
Slaney, da Universidade da Pensilvânia, kenneth Rice, da Universiadade
da Flórida, Michael Mobley, da Universidade Rutgers, e Jeffrey Ashby, de
Universidade da Geórgia, em colaboração com Joseph Trippi e o consultor
sênior da SHL lnc. Landy Jacobs, em State College, PA.
Bibliografia: Revista Mente Cérebro – maio 2013.
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